Aline Gonçalves é a nova colunista da editoria decoração e festas

Quando eu resolvi criar o blog, a minha ideia era ter algumas colunistas que pudessem trazer conteúdos bacanas para nós mamães. Cheguei a fazer alguns convites, mas até então não havia dado certo.
Uma das editorias que planejei para o blog foi decoração pensando nos aniversários infantis que passaríamos a celebrar. Mas não há festa de criança se não tiver bolo e docinhos, né?
Por isso, convidei a Aline Gonçalves, uma cake designer de mão cheia, super criativa e antenada nas tendências para trazer novidades, nos inspirar e adoçar as nossas comemorações.
Venha conhecer um pouco mais sobre  ela nessa entrevista que fiz para dar início a essa doce e criativa parceria.

Apresentação

Eu sou a chef Aline Gonçalves, nascida e criada em Curitiba. Tenho 28 anos e há 9 anos, eu me dedico à confeitaria.
Dog and coffee person, sou apaixonada por comer, pelo novo e por tudo que envolve criatividade. Me considero um espírito livre e comida sempre me anima, seja por lazer ou trabalho.
Não tenho TV em casa e é por opção 🙂
Estou longe de ser a “confeiteira Michelin” com um currículo impecável, mas nesses quase 10 anos de profissão aprendi muito e será uma alegria poder compartilhar um pouco da minha bagagem!

Qual a sua formação?

Gastronomia.

O que te levou a trabalhar com o ramo de confeitaria?

A confeitaria foi uma escolha. Sempre tive talento para trabalhos manuais, como desenho e artesanato. No final da adolescência entrei em contato com a alta gastronomia, e alguns anos depois, deixei a faculdade de engenharia e assumi a gastronomia como meu métier definitivo. Com a confeitaria pude unir minha vocação artística à minha paixão por comida.

Por que escolheu fazer bolos para pequenas comemorações?

Acredito em fazer bolos de verdade, para pessoas de verdade e também em celebrar mais as pequenas vitórias cotidianas.
Durante a vida nos relacionamos com muitas pessoas, mas no nosso dia a dia, o círculo íntimo é composto por poucas pessoas. É para essas pessoas que gostaria de dedicar meu carinho e atenção em uma festa. Festas em que as pessoas realmente colocam algo de si, e dividem isso com seus convidados, são mais elegantes, leves e me parece que trazem mais felicidade.

Como surgiu a INKU? A propósito por que escolheu esse nome?

A INKU surgiu depois de uma pausa em minha carreira. Depois de refletir e amadurecer, “reatei meu relacionamento” com a confeitaria e em 2016 retornei com um propósito mais sólido e uma operação enxuta, mas que me permitiu trabalhar com a minúcia habitual.
INKU é uma palavra do dialeto africano Xhôsa. Eu a escolhi por não ter nenhuma ligação com as línguas latinas, sendo praticamente inexistente para nós e por isso, é uma palavra que não sai de moda. O significado de INKU está ligado à materialização dos sonhos. Nada melhor para nominar o negócio que é meu grande sonho.

Cursos que você fez na área de confeitaria?

Me formei na primeira turma de pâtisserie do Centro Europeu, e com as técnicas que aprendi, basta ver um vídeo de uma receita doce qualquer que eu consigo reproduzir. Mesmo que o vídeo seja em japonês! Hahaha!

Além do Centro Europeu, fiz diversos cursos rápidos, mas posso dizer que a maior parte das técnicas que utilizo no dia a dia do atelier, aprendi na internet, por meio do trabalho de trend hunting.

Como você se atualiza nas tendências?

Eu dedico aproximadamente 12 horas semanais para trend hunting: caçar tendências navegando na internet em busca de novidades aplicáveis ao meu trabalho. As tendências se disseminam cada vez mais rápido, e as técnicas de confeitagem são cada vez mais especializadas. Atualmente as tendências mais fortes de confeitaria para eventos vêm da Austrália, Rússia, Coréia e Japão. Surpreendente não?

Onde você busca fontes de inspiração? 

A inspiração está em todos os lugares. Nas pessoas, na cultura, na história, no dia a dia. Gosto muito de usar inspirações da arquitetura e design. Inspiração é algo que vai muito além de olhar uma foto de um doce e reproduzir. O processo de inspiração está acontecendo o tempo todo dentro da mente.

 

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