Atividades para crianças autistas

Por Thays Falkembak

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) há uma estimativa de que 2 milhões de pessoas no país tenham laudo de autismo. Com o avanço da medicina e constante estudo e aperfeiçoamento dos profissionais, é possível diagnosticar entre 12 e 18 meses.
Para saber mais sobre o assunto, conversei com a Gabrielle Hisnauer Munhoz, mãe do Bernardo, que está com 2 anos e 6 meses e foi diagnosticado com autismo aos 2 anos.
Crianças com TEA (Transtorno Espectro Autista), podem apresentar falha no desenvolvimento da linguagem, no processo de comunicação, na interação e no comportamento social. Mas cada criança tem suas particularidades e com o autismo não é diferente, cada um apresentará características de desenvolvimento e é necessário que passe por um diagnóstico individual. Partindo do laudo clínico, é possível perceber quais são as limitações e assim iniciar um trabalho a partir de várias estimulações.
Algumas características comuns entre os autistas e que podem servir de alerta para os pais encaminharem para um especialista:

Movimentos contínuos e repetitivos – Esse tipo de movimentação trás conforto para eles.

Ecolalia – Que são esterotipias vocais, quando a criança faz sons como: “ia,ia,ia”, “toi,toi,toi,toi” e palavras “carro,carro,carro,carro”.

Hiperfoco – Preferência ou fixação por um brinquedo ou objeto.

Brincar – Provavelmente não irá brincar de forma lúdica (faz de conta), o que quer dizer que talvez pegue carrinhos para enfileirar, agrupar, separar por cor e não necessariamente reproduzir o que um carro faria.

Contato visual – Não faz contato visual com outras pessoas (´´olho no olho´´), o que já pode ser percebido no momento da amamentação.

Hipersensibilidade – Massinha, meleca, gel, areia, terra, são texturas que trazem incomodo e desprazer extremo.

Hiporeatividade – Falta de sensibilidade ou aparente indiferença a dor. Batem e não sentem, colocam as mãos no formigueiro e não demonstram reação ou incomodo.

Trouxe aqui algumas dicas de atividades e estímulos que podem ajudar no processo de desenvolvimento:

1. Ordem, é um dos pontos positivos e deve ser estimulado. Nesta atividade além das cores podem explorar essa habilidade.

2. Saquinhos sensoriais ajudam a oferecer textura, temperatura e cor. Uma otima opção para começar a estimular o tato de forma gradativa, pois, não precisará ter o contato direto com a tinta.

3. Atividades com tinta ajudam bastante no desenvolvimento e no tato. A tinta possui uma textura única, e pode ser explorada. Deve haver um certo cuidado, devido a textura gelada, pois caso não goste poderá haver uma desorganização da criança (crise).

4. Esta atividade auxilia no desenvolvimento motor e principalmente no comando de voz. Quando é solicitado: “pegue a bolinha azul, abaixe, pegue a vermelha, coloque no balde”. A criança precisa olhar para a mãe e prestar atenção nos comandos. Estimulando assim essa interação.

Lembrando que caso a família perceba alguns dos sinais de alerta, o recomendado é que procure seu médico, para que o mesmo faça os devidos encaminhamentos para os especialistas, pois o diagnóstico é feito por uma equipe multidisciplinar.

 

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