Corpo no pós-parto

Seu corpo esticou, alargou e fez reservas de gordurinhas para acolher bem o bebê durante a gestação.
No primeiro mês após o parto, bons quilos são eliminados e há quem consiga perder muito mais do que ganhou. Culpa da genética e da amamentação que ajuda bastante nessa fase de emagrecimento, pois o corpo precisa de mais energia para produzir o leite materno. Além disso, a amamentação libera a oxitocina e isso ajuda o útero a voltar ao tamanho e peso normal.
Uma alimentação balanceada e tomar bastante líquido ajuda bastante na recuperação do corpo.
Uma reclamação muito comum no pós-parto é a protuberânica abdôminal. A fisioterapeuta Maria Augusta Heim, especialista em saúde da mulher e doutoranda em Tocoginecologia pela Unicamp, conta que o abdômen não volta ao normal e fica como se ainda tivessem grávidas (tecnicamente chamada de Diástase abdominal) .
Ela explica que a cinta é muito utilizada para trazer conforto e segurança para a mulher no pós-parto. No entanto, não estimula os músculos da barriga. “Quanto mais tempo usar a cinta, mais o abdômen demorará para voltar ao lugar. A melhor forma de recuperar o abdômen é fazer exercícios específcios para ativar esses músculos, mas sempre com orientação de um profissional, de preferência um fisioterapeuta especialista em saúde da mulher.”
Em geral, os obstetras liberam para fazer atividades físicas e tratamentos com fisioterapeutas após o resguardo de 40 dias do parto.
Outra queixa das mulheres é a inconveniência urinária, devido ao músculo do períneo ficar sobrecarregado pelo peso do bebê.  “A melhor forma de evitarmos a incontinência urinária é realizando exercícios perineais (prescrito pelo fisioterapeuta obstétrico) ao longo de toda a gestação”, comenta a fisioterapeuta.
O tratamento no pós-parto para incontinência urinária leve geralmente surte efeito com 5 sessões. Outro benefício de fazer a fisioterapia para tratar a incontinência urinária está na melhora da função sexual. “Trabalhamos a musculatura que é responsável pela continência urinária e fecal, sustentação dos órgaos pélvicos e que auxiliam na relação sexual”, explica.

 

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