Maternidade cor de rosa e perfeitinha existe?

Perfeita sem nenhum obstáculo ou desafio acredito que seja pouco provável, mas que é possível viver uma maternidade suave, leve e descomplicada, nisso eu creio.

Tive uma gestação nada cor de rosa, fiquei deprimida, não gostei do barrigão e tive muito medo do tal puerpério e depressão pós-parto.

Mal sabia eu, que quando, eu visse esses olhinhos de jaboticaba pela primeira vez, o amor tomaria conta de todo o meu ser e todo aquele sentimento ruim seria transformado em alegria, apego, carinho, ternura e proteção.

Puerpério eu conheci só de ouvir falar, graças a Deus. Com a ajuda da minha mãe passei o primeiro mês com tranquilidade. A única dificuldade real foi com a amamentação. Mas eu estava muito determinada a amamentar e, munida de informação, ajuda de profissionais e grupo de apoio, segui em frente.

Cólicas também não foram um problemão por aqui e olhem que eu comia de tudo. Claro que a pequena teve desconfortos, mas nada de noites inteiras em claro.

Dos três para os quatros meses, “o bicho pegou”, a Elis teve infecção urinária e como não havia tido febre, levou um tempo para descobrirmos. Os sintomas mais pareciam ser refluxo.

Seguimos com amamentação em livre demanda e exclusiva até o seis meses. Então veio o desafio da introdução alimentar.

Outros desafios foram vivenciados como a preocupação dela estar demorando para andar (ela andou com quase um ano e quatro meses), falta de apetite para se alimentar (só queria mamar) e baixo peso.

Poderia citar mais algumas adversidades menores, como o fato dela ter aprendido a dormir a noite toda somente com um ano e sete meses. Mas nesses dois anos e quatro meses de vida da minha filha, eu tenho muito mais para agradecer e relembrar com amor, do que para me lamentar e murmurar.

Poder ter participado da criação dela integralmente e intensamente foi uma benção divina. Serei sempre grata a Deus e ao meu marido por se esforçar tanto para que eu possa ficar com ela.

Não tem carreira, dinheiro ou qualquer outra coisa que tenha mais valor do que estar juntinho da nossa herança.

Não tive pressa para o desmame, ainda fazemos cama compartilhada, não temos pressa para colocar na escolinha. Afinal depois que ela entrar, vai estudar pelos próximos 20 anos ou mais.

Criamos os nossos filhos debaixo de nossas asas, sabendo que um dia, eles criarão asas e voaram em busca de vivenciar seus próprios sonhos e constituir família.Por isso, vivo a maternidade intensamente, buscando aproveitar cada abraço, cada beijinho e descoberta, me esforçando para aprender com cada desafio.

Nesses mais de dois anos, eu fui mais mãe que qualquer outra coisa. Foi uma linda fase, que hoje, passou a se equilibrar com a Claudinha esposa, jornalista e mulher.

 

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