Medo na infância

Há alguns meses, a Elis começou a ter medo de escuro. Não conseguimos identificar ao certo o que houve, mas passamos algumas semanas tentando ajudá-la a superar isso. O medo de certa forma nos ajuda a evitar possíveis riscos, mas é preciso entender quando deixa de ser algo natural para procurar ajuda médica. Por isso, eu entrevistei a psicóloga e psicopedagoga Thatiana Bertoncello, da clínica infantil Lamvie para entendermos mais sobre esse assunto.

O que é o medo?
Medo é a resposta emocional a ameaça iminente real ou percebida.

A partir de que idade é comum as crianças terem medo?
Desde os sete meses o bebê já demonstra algum tipo de medo, mas a partir de um ano e meio, ficam mais evidentes.

Como lidar com o medo da criança?
Jamais dar risada de um medo dela. Ter empatia sempre e ajudá-la a identificar o medo.

Como ajudá-la a superar isso?
Depende muito do que é esse medo. A criança tem uma imaginação muito fértil e acaba acreditando nas suas fantasias. Às vezes entrar na fantasia e arrumar uma solução através do lúdico pode ajudar.

Quando o medo pode ser prejudicial? O que ele pode causar?
Quando está atrapalhando a vida dela, deixando de fazer alguma coisa devido ao medo. Pode causar Transtorno de Ansiedade.

Quando é necessário pedir ajuda a um psicólogo?
Quando for exagerado e causar sintomas físicos, como suar, tremer, chorar descontroladamente.

Quais os medos mais comuns em cada fase?
De 1 ano e meio a 3 anos: Do escuro, de pessoas com máscaras ou fantasias, de ficar sozinho.
De 3 a 5 anos: De monstros, fantasmas, da escuridão, de animais, chuva, trovão, de se perder.
A partir dos 5 anos: De ser deixado na escola, de bandido, de personagens de terror.
A partir dos 6 anos: Da própria morte e da dos pais, pois já a entende como algo irreversível; de ser criticado.

Qual a diferença entre medo e fobia? Como identificar a fobia?
O medo é uma emoção comum e importante para nossa sobrevivência, mas ele é transitório. Já a fobia é um medo desproporcional e irracional, mesmo a pessoa sabendo que é exagerado, não consegue ter controle. Normalmente aparecem sintomas físicos.

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