Morfológico de 1º trimestre e Translucência Nucal

Chegando ao fim do primeiro trimestre de gestação, seu obstetra poderá pedir um exame chamado de Translucência Nucal ou um exame mais completo que se chama Morfológico do 1° trimestre. De acordo com Dra Camila Gomes Bruns, médica habilitada em medicina fetal da Fetalmed, o exame precisa ser realizado entre 11 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias, quando o bebê tem entre 45 e 84 mm de comprimento.

“A translucência nucal é uma medida realizada na região da nuca do feto. Esta medida indica o risco do feto ter algumas doenças, entre elas a Síndrome de Down e as cardiopatias congênitas. Fetos com malformações ou doenças genéticas possuem uma tendência a acumular liquido na região da nuca.”
O exame da translucência nucal não traz o diagnóstico, mas permite que você conheça o risco do seu bebê ter alguma síndrome.
Já no exame morfológico de 1° Trimestre, explica a Dra Camila, além da translucência nucal e do osso nasal, outros marcadores serão ser avaliados, como o fluxo de sangue no ducto venoso e das artérias uterinas. Entretanto, para realização do exame morfológico é necessário que seu obstetra solicite, além da translucência nucal a dopplervelocimetria.
Neste exame será possível datar a gestação com precisão. Isto é particularmente importante para aquelas pacientes que não lembram com exatidão a data da sua última menstruação, para as que tem ciclos menstruais irregulares e para as que conceberam durante a amamentação ou logo após interromper o uso de pílulas anticoncepcionais. “Neste exame realizamos a medida do comprimento fetal e com este dado é possível determinar com relativa precisão o tempo de gestação.”
Em gestações gemelares, o exame nesta fase permite ainda determinar o número de placentas. Isto é bem importante pois quando os gêmeos dividem a mesma placenta é importante fazer exames com uma frequência maior para diagnósticar problemas como a síndrome de transfusão feto-feto.
“Além disso, por meio da história clínica e avaliação do Doppler das Artérias Uterinas, é possível identificar até 90% das gestantes que terão Pré-Eclâmpsia Precoce. Isto permite o tratamento preventivo o que pode reduzir a incidência desta doença pela metade”, explica a especialista em medicina fetal.

 

Você também pode gostar de ler