Amor que nutre

Foto: Diego Castelo
Foto: Diego Castelo

Amamentar é um ato de amor e perseverança. Requer tempo, dedicação e disposição. A amamentação reduz a mortalidade, intensifica as relações sociais, traz segurança alimentar e nutricional. O leite materno é gratuito, está na medida e pronto para o consumo em qualquer hora e lugar. Mas amamentar é difícil, no início dói, pode machucar e até fazer a mamãe adoecer.

Infelizmente, as gestantes, na maioria das vezes, não se preparam para o pós-parto e para a amamentação. E a falta de informação e apoio, a queda hormonal, o desgaste das noites mal dormidas somados à falta de profissionais que ajudem e incentivem o aleitamento materno, podem fazer a mamãe desistir de amamentar e partir para o leite artificial.

Eu não tive inflamações, meu leite não empedrou, tive um pós-parto extremamente tranquilo e minha filha é muito boazinha, mas mesmo assim o primeiro mês de amamentação foi muito difícil. Eu amamentava muitas vezes chorando de dor.

Três pontos foram fundamentais para eu não desistir: orientação, informação e rede de apoio.

Estar bem informada, me ajudou a permanecer, independente da dor que sentia, amamentando a Elis convicta e segura de que o leite materno é o melhor alimento que ela poderia receber. Uma fonte confiável com muitas informações para consultar sobre o assunto é o Grupo Virtual de Amamentação.

A rede de apoio é importante no sentido da empatia e nos relatos de quem já sentiu e passou pelo mesmo que você. No entanto, é essencial ter cautela, principalmente quanto às indicações de medicamentos. Eu participo de dois grupos de mães, um pelo Facebook com milhares de mães que não conheço e outro de amigas e conhecidas, pelo whatsapp. E esses grupos já me ajudaram em diversas situações relacionadas à maternidade.

Há 20 meses, eu amamento minha filha em livre demanda. É o nosso momento e é maravilhoso perceber ela crescendo tão saudável. Ver o sorriso e o rostinho satisfeito após cada mamada faz toda a dor que senti ter valido à pena.

Amamente e seja uma pessoa incentivadora da amamentação.

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Memórias de 2017

Foto: Diego Castelo
Foto: Diego Castelo

2017 foi um ano muito intenso e só hoje (31/12), parei para refletir sobre tudo o que vivi.
Ser mãe presente em tempo integral tem suas delícias e desafios.
Os desafios, enquanto os vivemos, são muitas vezes difíceis, exaustivos e estressantes, como as noites em claro por que o bebê passou mal ou por que acordou de hora em hora com dor do nascimento dos dentes.
Mas quando olho para trás, as primeiras e mais memoráveis lembranças, são as dos sorrisos espontâneos, das descobertas inesperadas, dos pequenos gestos que eu nem sonhava que a Elis faria naquele momento.
Lembro-me de como ela começou a se locomover, ela engatinhava como um soldado arrastejando.
De quando aprendeu a fazer tchau, bater palminhas e fazer o número um com o dedinho.
Das primeiras vezes que ela nos beijou espontaneamente.
De quando ela nos surpreendeu pronunciando corretamente a palavra água.
Dos passinhos ligeiros e desengonçados.
Das muitas vezes em que brincou de se esconder entre as mãozinhas ou atrás das cortinas.
De todas as vezes que a chamei e ela saiu correndo, só para eu correr também atrás dela.
Por fim, lembro-me dela nos pegando pela mão e direcionando a atenção a ela e a algo que ela queria fazer, como por exemplo, ir brincar no quintal.
São tantas lembranças boas que me faltam palavras para descrever tanta gratidão que tenho a Deus.
Refletindo sobre ter deixado a minha vida profissional de lado para cuidar da pequena, vejo a generosidade de Deus, em ter o meu marido me apoiando nessa decisão e em prover tantas parcerias que nos abençoaram com muito mais do que mimos para Elis. Cada um de nossos parceiros, me ajudou a ficar um pouco mais com a baixinha e principalmente a oportunizar experiências, confortos e brincadeiras que eu provavelmente não poderia dar a ela por falta de recursos financeiros.
Minha gratidão também por Deus abrir as portas para que eu tivesse o meu próprio blog e poder voltar a exercer um pouco da profissão que decidi ter quando entrei na universidade do curso de jornalismo há quinze anos.
2017 também foi um ano de renúncias, estive longe, muito longe de ver o mar e recarregar as minhas energias da forma que mais me sinto plena. Deixei de lado também muitas mordomias em prol de estar cumprindo o meu atual propósito de vida. Mas quer saber, creio e confio que Deus nos abençoará abundantemente em 2018. Tenho em meu coração que será um ano ainda mais memorável e glorioso.

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Reflexão e leveza

              Foto: Paula Soares

Esses dias têm sido muito corridos e intensos. Às vezes me dá a sensação de não estar conseguindo fazer tudo o que é necessário. Sempre fica algo sem fazer. Não consigo dar toda atenção que a Elis e o Marcelo merecem, não consigo deixar a casa impecável, não consigo escrever com mais frequência para blog, não consigo nem mesmo dar o descanso que o meu corpo e minha mente precisam. Sempre fica alguma pendência.
Faz aqui, arruma ali…
Por um momento, eu queria apenas estar com meus pés descalços na areia, com os meus olhos fechados, apenas ouvindo o barulhinho das ondas quebrando à beira-mar, sentido a maresia e a brisa suave que enaltecem todo o meu ser.
Percebo que é tempo de refletir e ponderar sobre tudo que está pesado, para que eu possa ter leveza em tudo o quanto é necessário.

Peço a Deus sabedoria na administração do tempo

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Higiene bucal de bebês

Você sabia que é necessário fazer a higiene bucal em bebês que ainda nem têm dentes?

Saiba que os dentistas recomendam que a higiene comece desde o primeiro dia de vida.

Para tirar minhas dúvidas fui conversar com uma colega que entende do assunto, a Treici Garcia Sartor Tilly, que é odontopediatra e mamãe do Samuel.

Confira abaixo as minhas dúvidas e as respostas da Dra. Treici.

Qual a importância de iniciar a higiene bucal tão cedo?

A importância se deve, pela remoção dos resíduos de leite que ficam depositados na boca do bebê. Apesar de ainda ser edentulo (sem dente) há formação de placa bacteriana na língua e bochechas. Tão importante quanto a higiene pessoal do bebê assim também a bucal. Criar o hábito de higiene desde os primeiros dias poderá ser determinante lá na frente com o nascimento dos dentes.

Como fazer a higiene bucal em bebês que não possuem dentes? Quantas vezes ao dia?

A higiene pode ser feita com gaze ou uma fralda de boca com água filtrada. Deve ser realizada de 1 a 2 x ao dia.

Quando usar a dedeira e a escova de dentes?

A dedeira só deve ser usada quando o bebê ainda não tem nenhum dente. Ela serve para aliviar coceiras e fazer estímulos na gengiva. A escova deve ser usada a partir do nascimento do primeiro dente.
A Cárie Dentária é uma doença multifatorial e transmissível, portanto a saúde bucal do bebê também depende da saúde bucal das mamães.

Quando deve ser realizada a primeira consulta com o odontopediatra?

A consulta com o odontopediatra deve ser feita quando nasce o primeiro dentinho do bebê. Claro que a mamãe pode ir antes e tirar suas dúvidas, o que é muito válido.

Até que idade os pais devem escovar os dentes dos filhos?

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Eu nasci para ser mãe

Numa noite de insônia fiquei meditando em qual seria o assunto do primeiro texto do blog e tudo o que vinha na minha mente era: eu nasci para ser mãe.

Não quero pintar a maternidade de cor de rosa e fantasiar esse universo de mil maravilhas. Mas desde que a minha filha nasceu, eu mudei, eu me completei e eu transbordei em amor.

Mudanças no físico, na mente, na alma, na percepção, na rotina e na casa.

Um mundo novo, completamente diferente da vida que levava antes.

O nascimento de um filho, torna a família completa de uma forma que só quem é pai (e mãe) pode entender.

Quando a Elis nasceu, eu descobri que o amor tem variáveis profundas. Conheci um jeito de amar incondicional e independente das circunstâncias. E esse amor abundante, cresce a cada dia de um jeito inexplicável.

Um amor que nos move, que nos faz encontrar forças para superar qualquer cansaço físico ou adversidade.

Hoje, eu sinto plenamente que eu nasci para ser mãe.

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