Quando introduzir o sal na alimentação de bebês

Depois de abordarmos o por quê não devemos dar açúcar aos bebês, vamos falar do sal.
A nutricionista infantil Larissa Macedo da clínica Lamvie, nos explicou quando e o quanto de sal podemos oferecer as crianças. Confira!

Por que o sal deve ser evitado na introdução alimentar?

Nós, adultos, estamos acostumados como sal, mas a criança não. Portanto, não sentirá falta dele. O leite materno e as fórmula contem sódio suficiente.  Até os 12 meses, a recomendação é substituí-lo por outros temperos, como salsinha, cebolinha, cebola e hortelã.

O que o sal em excesso faz no organismo do bebê momentaneamente e a longo prazo?

Como o organismo do bebe não está preparado para metabolizar adequadamente os excessos, logo a utilização pode ocasionar sobrecarga nos rins ainda imaturos. E, a longo prazo, nosso paladar pode ficar tendencioso para alimentos mais salgados e aparecerem alterações da pressão arterial (hipertensão) e doenças cardiovasculares.

A partir de quantos meses o sal pode ser inserido na alimentação dos bebês?

Pelo menos até os 12 meses, os bebes não precisam de sal adicionado as refeições.

 

Qual a quantidade de sal uma criança de até cinco anos pode comer?

O sal deve ser evitado no primeiro ano de vida. Os alimentos já tem quantidade de sódio suficiente para atingir este limite. O limite máximo de 2 g de sódio (ou 5 g de sal) deve ser ajustado para crianças, dependendo da idade, do peso e das necessidades calóricas de cada uma. De modo geral, para as crianças de 4 a 8 anos de idade, recomenda-se 1/2 colher de chá de sal por dia (1,2g de sódio/dia) e para crianças de 1 a 3 anos, a recomendação é de 1 colher de café de sal por dia (1g de sódio/dia). Entre 7 meses e 1 ano, o consumo diário de sal deve ser menor que 500 mg de sódio.

Quais são os alimentos mais vilões no quesito quantidade de sal? 

Quando cozinhamos, é possível controlar a quantidade de sal adicionada à comida ou não acrescentar sal. Mas, nos alimentos processados ou nas refeições congeladas já não é assim tão fácil. Os campeões: caldos, molhos, conservas, embutidos, enlatados, temperos prontos, batatas fritas, fast-food (hambúrgueres, pizzas, etc.), molhos (ketchup, molho de churrasco, shoyo, etc.); sopas em pacote ou enlatadas, refrigerantes.

 

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