Relato da gestação da Elis

Já faz algum tempo que gostaria de compartilhar com vocês sobre como foi a gestação da Elis.
Eu pensava em engravidar em alguns meses, então convenci o meu marido a deixar nas mãos de Deus quando Ele quisesse nos enviar um bebê. E foi só parar de nos prevenir que já engravidei.
Nós sonhávamos em ser pais de três meninos. Meu marido queria logo trigêmeos 😂
No começo da gestação, eu ganhei muitas coisas usadas, tudo de menino. Então essa vontade de ser mãe de menino, ficou muito enraizada em mim. Os meses foram passando e numa ecografia com 13 semanas, a médica disse que era uma menina.


Eu fiquei incrédula e triste. Mas como existe a possibilidade da eco estar errada, mantive a expectativa até completar 16 semanas, período em que é possível ver com mais exatidão o sexo do bebê.
Nessa fase, a cidade onde moro fez dias chuvosos, nublados e sem nenhum sol. Esse tipo de clima me deixa pra baixo naturalmente e a falta de sol me deixou com deficiência de vitamina D. Quando fiz a ecografia das 16 semanas e outro médico confirmou que era menina, o meu mundo se despedaçou.
Eu estava muito deprimida com toda a situação e vivi uma espécie de luto. Foi como se eu tivesse perdido o menino que eu tanto sonhava em ter.

Nessa época, eu troquei de ginecologista e procurei ajuda espiritual de amigos pastores e também de um psicólogo.
Eu estava tão assustada com tudo o que eu estava sentindo que eu tinha certeza que teria a tão desesperadora depressão pós-parto.
Busquei com todas as forças sair dessa situação e me concentrei muito no meu trabalho.
Quando eu estava com 22 semanas, eu precisei romper com o sentimento de perda e aceitar que seria mãe de uma menina. Até então, eu não tinha comprado nem uma peça de roupa para ela. Desfiz de todas as peças de roupas masculinas que havia ganho e foi a partir daí que decidimos o nome e eu comecei o enxoval.

Passei o restante da gestação focada no trabalho, eu trabalhei muito. Também conversei muito com Deus, orando para que eu não tivesse depressão pós-parto e para que Ele me ensinasse a amar a minha filha.
Sempre briguei com a balança e eu não me sentia nada bonita na gestação (Tenho pouquíssimas fotos de quando estava grávida). Ao todo, eu engordei 16 kg. Nas últimas semanas, fiquei extremamente inchada. Só dava para calçar chinelo.
Trabalhei até 37 semanas. Parei de trabalhar uns dias antes do planejado, por orientação médica.
Eu estava gastando muito energia no trabalho e dividindo o metabolismo com a Elis. Ela precisava ganhar mais peso e a médica recomendou repouso absoluto.
Para quem é ligada no 220, de uma hora para outra ter que repousar foi uma tarefa difícil.
Não tinha o que fazer, não dava nem para organizar as coisinhas dela, pois estávamos com tudo encaixotado para nos mudar de casa e esse foi um motivo que me deixou muito ansiosa nas últimas semanas da gestação (Hoje, eu vejo que no fim da tudo certo. Essa mudança, nós acabamos fazendo quando a Elis estava com dez dias).
Minha preciosa menina nasceu com 40 semanas e um dia, de parto normal. Foi amor à primeira vista. Um amor que até hoje me faltam palavras para descrever.
E a depressão pós-parto, baby blues e a fase obscura do puerpério ficaram nos textos e relatos que li durante a gestação. Depois que ela nasceu, minha vida teve um novo sentido, eu descobri o meu propósito existencial.

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