Sem choro: laboratório utiliza de realidade virtual para eliminar o efeito colateral das agulhadas

O estresse de pais e filhos na hora de coletar o sangue acabou no Centro de Medicina Diagnóstica (CMD) da Clinipam. Para ajudar as crianças a superaram o medo da agulha, o laboratório implantou óculos de realidade virtual. O equipamento é utilizado para entreter as crianças e adolescentes na hora de realizar exames. Os óculos aceleram os procedimentos da equipe de enfermeiros e distraem os pacientes, que assistem seus vídeos preferidos enquanto o sangue é coletado.
A ideia surgiu num projeto batizado de “Eureka”, que estimula a equipe a colaborar com a adoção de práticas inovadoras dentro da empresa para a melhoria de processos. São duas edições do Eureka por ano e as três melhoras propostas dos colaboradores são premiadas e implementadas na rotina da operadora de saúde. Solange Tamarossi Ferreira, que é a idealizadora da utilização dos óculos 3D na coleta sanguínea, atua no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Clinipam.
A funcionária também é mãe e já sentiu na pele a ansiedade gerada pela realização de exames de sangue nos pais e filhos. “O laboratório costuma ser um local traumático para o público infantil. Com a chegada da realidade virtual, estamos conseguindo mudar esse quadro, oferecendo uma experiência divertida para nossos clientes, que acabam perdendo o medo da picada e ainda curtem um “filminho” enquanto o procedimento é realizado”, relata Solange.

Fim das lágrimas
Jaqueline Landin Silva, supervisora de atendimento do CMD, conta que, no final da coleta, as crianças e adolescentes ainda ganham o certificado da coragem, por terem passado pelo procedimento com tranquilidade. “Com os óculos, eles ficam mais calmos. Nossa abordagem é diferenciada desde que os pacientes entram na recepção e recebem os óculos. Em nenhum momento, mencionamos palavras que remetem a injeção ou agulhada”, explica Jaqueline.
A realidade virtual vai ajudar mais de 4 mil crianças que devem passar pelo CMD até o próximo ano. Para Solange, todos saem ganhando. Antes, era necessário mobilizar três enfermeiros para realizar a coleta, que durava até 30 minutos, por conta do medo dos pacientes. Com a implementação da tecnologia o tempo do exame diminuiu drasticamente e o número de colaboradores envolvidos no processo também. “O mais interessante é que conseguimos encontrar uma utilidade prática na realidade virtual, que resolve um problema e cria uma oportunidade de negócio para nossa empresa. A Clinipam é a primeira operadora aqui no Paraná a oferecer esse tipo de serviço”, completa.

 

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