Um ano da introdução alimentar da Elis

Nós tivemos amamentação exclusiva e em livre demanda até os seis meses. Aos seis meses, iniciamos com água num copinho de treinamento com bico molinho de silicone e iniciamos as frutas.
Na primeira semana dei frutas de manhã e na segunda semana introduzi as frutas da tarde.
Começamos com mamão, banana, maçã e pera.
Na terceira semana comecei a dar o almoço. No primeiro dia dei ovo cozido, couve-flor e mais algum alimento que não consegui me recordar.
Li muito sobre introdução alimentar, principalmente artigos de nutricionistas.
Optei por fazer o método blw (o bebê come sozinho com as próprias mãos). Achei muito interessante a ideia do bebê explorar o alimento, brincar, conhecer a textura, comer e trabalhar a coordenação motora.
Mas na prática quase fiquei doida. Faz uma bagunça imensa, vai comida para todo lado e acabei ficando o dia todo na função de preparar os alimentos, acompanhar a refeição e limpar tudo.
Então, optei em fazer a introdução alimentar participativa em conjunto com o blw. Os lanches da manhã e da tarde ela come com as próprias mãos e as principais refeições eu servia com o talher.

Papinha, sal e açúcar


A Elis foi experimentar papinha com quase oito meses, quando fizemos uma viagem. Mas desde o início sempre ofertei comida sem adição de sal ou açúcar.
Comecei a introduzir o sal em quantidade reduzida aos onze meses, período em que ela começou a comer a mesma comida que nós.
Até hoje evito o açúcar. O máximo que já aconteceu foi tomar um golinho de achocolatado, uma bolacha maisena e uma colher de sorvete.
Sei que muita gente acha que não tem nada haver bebê comer açúcar. Mas em nossas famílias muitas pessoas sofrem com o diabetes e na primeira infância o bebê está no processo de formação do paladar, fase em que é extremamente importante ofertar alimentos variados e naturais. Para que o paladar não fique “viciado”.

Sobre o blw


Para quem resolver testar o blw é muito importante pesquisar a forma de apresentação dos alimentos. A maioria necessita ser cortado de comprido (no formato de batatinha frita palito). Nesse formato o bebê consegue segurar e fica mais difícil de engasgar.
Alimentos como uva e tomate cereja devem ser cortados na transversal.
Graças a Deus, a Elis nunca se engasgou comendo.
No começo, o bebê tem um reflexo natural do organismo de colocar os alimentos para fora, então até ele aprender a fazer o movimento de engolir com a língua, muitas vezes ele jogará a comida para fora.

Nutricionista

Eu tinha muitas dúvidas sobre alguns alimentos, então quando a Elis estava com sete meses, nós fomos a uma nutricionista que segue bem a linha que eu acreditei ser a melhor. Ela apoia a amamentação em livre demanda, a alimentação participativa e o blw.
Foi muito importante ter essa consultoria, entender as fases e o que podia ser ofertado.
Nós podemos e devemos oferecer uma alimentação variada aos bebês, tendo o cuidado de colocar pelo menos um ingrediente de cada grupo alimentar (carboidrato, leguminosa, proteína, legume e verdura).
Peixe, a nutricionista recomendou dar após os oito meses.
Temperos mais fortes, como curry, canela e laticínios após um ano.
Antes de um ano evitar alimentos muito cheio de agrotóxicos, como o morango.
Até hoje não dei castanhas, pois são muito duras e tenho receio de engasgar.

Utensílios para introdução alimentar


Nós mães de primeira viagem ficamos encantadas com a infinidade de coisas que existem para auxiliar essa fase. Mas a indústria desenvolve muitas coisas desnecessárias e a mídia ou as influencers nos fazem acreditar que precisamos de muito mais do que realmente é necessário.
Eu comprei muito cacareco que virou brinquedo.
Dos variados tipos de babadores que comprei (tecido, plástico e silicone).
O que eu me adaptei melhor e usei muito, foi um que comprei num site da China, ele tem formato de avental e tem mangas compridas. É muito fácil de lavar e seca rápido.
Outro utensílio que foi muito útil foi uma cadeirinha de alimentação portátil. Ela não toma espaço, dá pra colocar no chão, em cima da cadeira ou da mesa. Além de ser fácil de levar para qualquer outro lugar.Colheres de plástico ou silicone, nós temos milhares, mas depois do primeiro mês começar a usar colher de chá de inox mesmo. Eu recomendo que compre apenas duas.
Eu não usei quase nada do que comprei de potinhos e pratinhos. Não cheguei a comprar potes térmicos, pois sempre me programei para não sair na hora das principais ou levava numa frasqueira térmica.
Também comprei alguns modelos de copinhos, o primeiro foi um bem simples com bico de silicone mole (paguei menos de vinte reais e não era de “marca”), durou dois meses e o bico rasgou. Não investi em outro, pois ela já havia aprendido a tomar no copo comum e na garrafinha com canudo. Não me perguntem como, mas ela aprendeu a tomar água com o canudo sozinha, quando tinha mais ou menos sete meses.

Fases


Nas primeiras semanas da introdução alimentar, a Elis comeu frutas que hoje ela não aceita, como por exemplo, o mamão.
A banana também foi uma fruta que por vários meses, ela rejeitou e que há alguns meses ela voltou a comer.
É extremamente importante continuar a ofertar alimentos que inicialmente o bebê parece não gostar. Varie as apresentações, como cru, cozido, assado, amassado, cortado ou inteiro.
Depois do primeiro ano, ela teve uma fase de ficar muito seletiva, tinham refeições que ela só queria comer arroz ou apenas salada.
Nas fases de nascimento dos dentes, ela passou a se alimentar menos, tendo dias em que ela só queria mamar. Falando em mamar, há 19 meses de amamento em livre demanda e graças a Deus a Elis tem uma saúde de ferro.

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